«A minha história é o Benfica»

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aos 17 anos, Roderick Miranda está a viver aquele que será, porventura, o melhor período da sua vida futebolística (quase toda ela ao serviço do Benfica). Não só se sagrou campeão nacional de juvenis (na passada temporada) como, de seguida, pegou de estaca nos juniores, sendo habitual titular. Por outro lado, tem sido chamado às selecções nacionais onde, revela, até já chorou de orgulho. Este central ou médio defensivo faz lembrar o inesquecível Carlos Mozer, dizem alguns, mas, segundo o mesmo, tem um estilo diferente, preferindo olhar para o exemplo mais recente de Miguel Vítor como alguém que singrou no futebol de formação do Benfica e que conseguiu marcar a sua qualidade no plantel principal. É esse o seu sonho. É esse o seu objectivo.Descoberto por Nené- Todos os jogadores têm uma história de vida relativa aos primeiros tempos, quase sempre incertos, no mundo do futebol. Qual a tua história?A minha história começa nos meus genes. O meu pai e o meu irmão mais velho passaram pelo Estrela da Amadora e acho que isso me influenciou a acreditar em mim. Aos oito anos já jogava no Odivelas e o que é certo é que me saí bem, pois fui observado pelo Nené e ele terá gostado do que viu. Ou seja, à segunda época, já estava no Benfica.Desde então, a minha história é o Benfica.- Tal como todos os jogadores, terás vivido coisas boas e coisas más.Memórias desses momentos?Sim. Lembro-me, por exemplo, que nos iniciados, há três anos, senti que não estava a mostrar tudo o que valia, sentia que não estava a ser um jogador à Benfica. Senti-me mal por isso. Mas o reverso da medalha foi vivido na época passada, quando conquistei o meu primeiro título nacional, pelos juvenis. Foi uma alegria imensa.- Um ano especial, sem dúvida...Sim, e um ano em que consegui tirar as dúvidas quanto ao facto de ter qualidades suficientes para ir mais além. Foram momentos muito importantes num ano muito bonito, tanto a nível pessoal como futebolístico.Médio Defensivo que também 'fala à central'- Entremos, agora, em campo. Há quem diga que tu és melhor a central, há quem defenda que prefere ver-te como médio defensivo...(Risos) É normal as pessoas opinarem. Pessoalmente, sinto-me melhor como médio defensivo, porque tenho mais bola e também a capacidade de organizar jogo. No entanto, também gosto de jogar a central. Ou seja, vou utilizar o velho chavão que diz que o que interessa mesmo é jogar.- Tiradas as dúvidas, só mais uma questão a nível técnico: quais os teus pontos fortes e pontos em que tens de melhorar?Se por um lado sei posicionar-me dentro de campo, ler os erros dos outros jogadores e revelar inteligência, não complicando, por outro, acho que tenho de ganhar mais velocidade.- De qualquer forma, e insistindo nesta questão, há já quem diga que poderás vir a ser um futuro Mozer, passe o exagero. Como reages a esse comentários?Sinceramente, acho que temos estilos diferentes. Agora, se me falarem no que ele significou para o Clube, então só tenho de dizer que seria um sonho chegar onde ele chegou.- Ainda assim, estás a ter um excelente início de época. Acreditas que poderás vir a seguir os passos de Miguel Vítor, um jogador que, um pouco ao teu estilo, também deu nas vistas e que está agora no plantel principal?Sinto que tenho capacidade. Vou continuar a trabalhar muito para conseguir um dia viver o sonho que ele está a viver. Há que ter, por outro lado, esperança que depositem confiança em mim, como aconteceu com o Miguel. Vamos ver... ainda agora estou a começar nos juniores.Chorr de quinas ao peito- Mas é um começo a todo o gás.Sim, é verdade. Acho que o segredo tem a ver com o facto de as diferenças de ritmo, que me poderiam prejudicar numa transição de juvenil para júnior, estarem, antes, a beneficiar-me, pois estou rodeado de jogadores de grande qualidade e o meu futebol está talhado para servi-los.- Acreditas que o Benfica tem, este ano, capacidade para ser campeão nacional de juniores?Acho que temos, acima de tudo, um plantel com muita qualidade, onde abundam elementos criativos no meio-campo e ataque. Por outro lado, temos uma defesa aguerrida e forte. Temos crescido muito, estando cada vez mais entrosados. Somos candidatos ao título. - Como é trabalhar no Caixa Futebol Campus?Temos todas as condições. Para mim, que já estou cá há muito tempo, é fácil notar as diferenças. Somos ajudados por todos e sentimo-nos em casa. Depois, claro, trabalhamos mais perto dos nossos ídolos, os seniores. Muitas vezes, quando acabamos o treino, ficamos a vê-los trabalhar. Depois, no refeitório, eles brincam connosco. São muito simpáticos e não geram qualquer tipo de distância.- Tens vivido um período positivo ao nível das selecções nacionais.Que balanço fazes desta outra experiência?Sim, em pouco tempo passei pelos Sub-17, Sub-18 e Sub-19. Tem sido uma experiência formidável, única. A primeira vez que fui chamado nem acreditei. Depois, no primeiro jogo, ao ouvir o hino e ao ver as Quinas ao peito... chorei. Só tinha mesmo de chorar.

Martin Atkinson no Benfica-Galatasaray

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A UEFA nomeou o inglês Martin Atkinson para apitar o Benfica-Galatasaray, jogo relativo à 2.ª jornada do Grupo B da Taça UEFA.Trata-se de um dos mais conceituados árbitros ingleses do momento, tendo, em termos europeus, apitado o BATE-Juventus, relativo à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Quique Flores: «Encontro muito difícil»

«Foi um encontro complicado, muito difícil. A equipa custou a entrar no jogo, encontrámos dificuldades nos primeiros 15 minutos. A Naval estava muito bem no jogo. Estamos felizes, pois dentro daquilo que é a fase de construção da equipa, foi importante conquistar estes três pontos. Tivemos fases boas, como entre os 25 e os 35 minutos da primeira parte e o início da segunda parte, e fases menos boas. Gostei da reacção após o golo da Naval, mas não gostei da reacção após o nosso golo. Queremos mais regularidade, mas também houve períodos em que fomos contundentes no ataque.

Reyes – Explosivo e… assistente

Excelente primeira parte, revelando muito querer e grande presença no lado esquerdo do ataque. Rematou muito e travou um curioso duelo com Peiser, tendo o guardião levado a melhor. Foi o primeiro a tentar o remate, logo a abrir, obrigando, desde logo, o dono das redes navalistas à defesa da noite, mas destacou-se também de cabeça, aos 17’, apesar de atirar ao lado. Aos 24’, nova tentativa, em novo remate de primeira, mas ao lado. Muito batalhador mas menos incisivo na segunda parte, destacou-se pela forma imperial como marcou o livre que permitiu a Luisão abrir caminho à vitória benfiquista. Nuno Gomes – Serviço de qualidadeQuando, quase ao cair o pano, tentou um golo de bandeira, vendo a bola sair por cima, ficou a injustiça de não conseguir o golo, único “pormenor” que lhe faltou numa exibição de grande categoria. Fantástico a servir os colegas mais bem colocados na frente ou aqueles que surgiam nas alas, batalhador entre a defesa contrária, inteligente na procura da bola em zonas mais recuadas. Está a ter o melhor arranque de época desde que regressou à LuzLuisão – Com a cabeça na históriaNuma noite em que não teve vida fácil, mercê da velocidade dos avançados navalistas, Luisão acabou por se revelar decisivo ao marcar o golo que abriu caminho ao triunfo benfiquista, a 20 minutos do fim. Fantástico cabeceamento a colocar a bola ao ângulo mais distante. Voltou a formar com Sidnei uma dupla concentrada, sendo importante ao nível do jogo aéreo e também na antecipação aos adversários.

A merecida festa após uma… batalha Naval

À 6.ª jornada da Liga Sagres, o Benfica é, entre os três grandes, aquele que melhor se coloca no ataque à liderança. Foi com esta prenda que o Glorioso premiou os mais de 45 mil adeptos que se deslocaram à Luz para festejar o quinto aniversário da nova Catedral. Uma vitória (2-1) muito sofrida numa autêntica batalha Naval. Se a primeira parte ficou marcada pelas oportunidades perdidas, a segunda teve nos golos o acrescento perfeito à muita emoção que “activou”, até final, as bancadas da Luz.Muitos tiros… na águaAnimado o início da partida. Um Benfica finalmente a contar com Suazo na frente de ataque em jogos referentes à Liga Sagres, com Yebda e Carlos Martins a recuperarem os lugares do costume no miolo e Rúben Amorim regressando à meia-direita. Mas foi pela esquerda, por intermédio do inevitável Reyes, que o Benfica construiu a sua primeira jogada de perigo. Bom remate de primeira do canhoto para boa defesa de Peiser, após excelente assistência de Suazo. Mas quem julgava que se seguiriam minutos de intenso domínio benfiquista, cedo terá entendido o verdadeiro cariz da partida. É que, logo depois, aos 11’, Dudu isolou Marcelinho e este, na cara de Quim, atirou ao lado. Era o aviso de uma Naval muito certinha tacticamente e que, por intermédio da capacidade de passe de Alex, Bolivia e Dudu (este um lateral muito ofensivo e rápido), tentava desmarcar os velozes Davide, Diego e Marcelinho, apesar de em termos defensivos alinhar com um invulgar 5-2-3 que se desdobrava, muitas vezes, em 3-4-3 em situações ofensivas.O Benfica não baixou a guarda, mas desconfiou, o que acabou por lhe toldar um pouco os movimentos ofensivos, revelando alguma escassez de soluções de passe na primeira zona de construção de jogo. Mais veloz, sim, quando a bola chegava a Reyes, Suazo ou Nuno Gomes, o Benfica dependia da qualidade de posicionamento e de entendimento da tripla atacante. Aos 16’, exactamente num lance nascido nessa conjunção de ideias, o 21 (homenageado ao início da noite por Luís Filipe Vieira, devido aos 150 golos já apontados de águia ao peito) isolou Suazo que, apesar do toque de classe, viu Peiser “manchar-lhe” os intentos, com uma eficaz saída.´Naquela que foi uma tripla de minutos de grande emoção, seguiu-se um desvio de cabeça em que Reyes (o melhor do Benfica nesta noite) só pecou pela direcção, mas em que revelou grande capacidade de leitura de jogo, após um centro desviado de Maxi Pereira. Logo depois, a vez à Naval. Remate de longe (com muito efeito) de Alex, com Quim a defender para a frente e a mostrar reflexos na recarga de Marcelinho, apesar deste último se apresentar em fora de jogo. O desafio estava vivo, sim senhor, mas Quique certamente queria mais estabilidade defensiva e capacidade de gerar desequilíbrios no meio-campo contrário. Algo que aconteceu aos 24’ quando Reyes, ao seu estilo, atirou de primeira, mas ao lado, após centro tenso, ao segundo poste, de Suazo. O hondurenho (aguerrido, mas em busca da melhor forma) quis, também ele, testar o seu poder de tiro e, após serviço de Nuno Gomes, atirou uma bomba para nova defesa do atento Peiser. O último momento alto de uma primeira parte em que Rúben Amorim foi travado na grande área (aos 26’), num lance que só o árbitro Rui Costa não viu.Com a cabeça na canhotaFoi uma segunda parte de “nervos” aquela a que a Luz assistiu. A Naval apresentou-se mais defensiva, com as linhas mais recuadas, e revelou tremenda concentração nas marcações. Dificuldades, pois, para um Benfica que persistia em não acelerar os processos criativos no último terço do terreno, mesmo tendo em conta que no miolo já dominava a toda a linha. Um centro largo de Maxi Pereira, aos 50’, para uma finalização, por cima, de Nuno Gomes, foi o momento mais emotivo na primeira dezena de minutos da etapa complementar.Quem não estava satisfeito era Quique Flores que, primeiro com Di María e, depois, com Cardozo e Katsouranis, quis mexer com o jogo. E de tal forma o conseguiu que o Benfica chegou mesmo à vantagem, num cabeceamento de Luisão, aos 70’, após um livre apontado na meia esquerda por Reyes. Curioso o facto de o central voltar a ficar ligado a um dia histórico do Estádio da Luz, voltando a marcar de cabeça, tal como em anos anteriores nos habituara.Alegria de pouca dura, com a Naval a responder com qualidade, empatando dez minutos depois, num lance gerado por Michel, com desvio de Carlitos e joelho fatal de Marcelinho, à boca da baliza. Muitos pensaram que, após tal desilusão, não mais o Benfica reagisse, mas eis que Jorge Ribeiro, coladinho à linha lateral esquerda, centrou larguíssimo para um cabeceamento perfeito de Cardozo, fuzilando as redes à guarda de Peiser. A Luz podia, então sim, festejar. O Benfica afundava o porta-aviões defensivo navalista, sendo que na água se afogaram as restantes esperanças da equipa da Figueira da Foz. A liderança está, agora, mais perto e o Benfica parece preparado para uma época… à Benfica.Estádio da Luz, em Lisboa.Assistência: 45.714 espectadoresBenfica – Naval 1º de Maio, 2-1.Ao intervalo, 0-0.Marcadores:1-0, Luisão, 71.1-1, Marcelinho, 83.2-1, Cardozo, 86.Benfica: Quim, Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro, Yebda (Katsouranis, 68), Carlos Martins, Ruben Amorim (Di Maria, 55), Reyes, Nuno Gomes e Suazo (Cardozo, 66).Naval 1º de Maio: Peiser, Carlitos, Paulão, Diego (Fabrício, 67), Dudu, Bruno Lazaroni, Baradji, Alex, Davide (Marinho, 58), Bolívia (Michel, 76) e Marcelinho.Árbitro: Rui Costa (Porto).Acção disciplinar: Cartão amarelo para Dudu (60) e Carlitos (74).

A noite que todos desejam perfeita

domingo, 26 de outubro de 2008

Com o Estádio da Luz a cumprir o quinto aniversário, o espectador cinco milhões a sentar-se nas bancadas e o golo 5000 tão perto... esta tem mesmo de ser uma noite especial. Uma noite que poderá tornar-se ainda mais especial caso o Benfica vença. É que se assim for, o Benfica ultrapassa o FC Porto (batido por 2-3, em casa, ante o líder Leixões) na tabela classificativa e poderá tornar-se na única equipa invicta em Portugal.Um Benfica forte para a históriaClaro está, marcos, comemorações e adversários à parte, o Benfica terá, sim, de se preocupar com os três pontos em disputa e em dar seguimento ao trabalho que tem realizado. Um trabalho que começa a dar frutos, embora se note, tal como Quique Flores tem frisado, que muito há a melhorar, mormente no que diz respeito à capacidade de defender vantagens no meio-campo contrário.Existem diversas dúvidas quanto ao "onze" que o técnico espanhol apresentará ante a Naval, sendo que só o mesmo saberá com que elementos irá atacar os três pontos adjacentes a este jogo da 6.ª jornada da Liga Sagres. Yebda, Carlos Martins, Rúben Amorim e Suazo são exemplos de jogadores que espreitarão a titularidade, o que diz bem da qualidade e quantidade de opções que Quique Flores dispõe. Uma forte ajuda para uma noite que se quer histórica.Atenção a esta NavalPela frente, claro, uma Naval que se posiciona no meio da tabela, com duas vitórias, dois empates (um deles em Braga) e uma derrota apenas (sete golos marcados e cinco sofridos). Uma Naval que já empatou uma vez na Luz em três jogos disputados (na passada temporada o Benfica venceu por 3-0 com golos de Rodriguez, Rui Costa e Nuno Gomes).Agora orientado por Ulisses Morais, a Naval apostará numa forte estrutura defensiva, complementada pela rapidez nas transições ofensivas, sendo que Davide, Marinho e Diego são alguns dos principais protagonistas a esse nível. Um Benfica concentrado, agressivo e veloz transpirará para fora dos poros do jogo a sua melhor qualidade. Caso contrário, esperam-se dificuldades. Um jogo que promete.

Quique Flores: «Ganhar com regularidade»

sábado, 25 de outubro de 2008

Um Benfica cujo desempenho tem tendência a melhorar, mas que caminha ainda para consolidar uma importante característica: «Dinâmica de vitória». Quique Flores tem os objectivos traçados e, por isso, repete vezes sem conta que «a regularidade de vitória» é o passo que falta para que a equipa possa voltar aos momentos de glória. «Estamos a trabalhar todos os dias de forma a melhorar o desempenho ao longo das partidas, mas há que ter noção que este é um período intermédio entre as decepções passadas e um período ganhador», referiu o técnico espanhol.Quique Flores aprofundou algumas das características que pretende ver melhoradas na sua equipa: «Além da regularidade, temos de mostrar uma melhor leitura de jogo, ter boas opções dentro de jogo e mais segurança. Mas tenho noção que só lá chegaremos ganhando muitos jogos, mantendo a convicção e a ambição, pensando que todas as competições e todos os jogos têm o mesmo valor».Aimar e David Luiz na forjaMostrando-se bastante satisfeito por David Luiz e Aimar estarem prestes a regressar (apesar de ainda fora de lista de convocados), Quique Flores lembrou que o argentino é muito inteligente a avaliar o seu estado físico: «Está muito perto de voltar. Mostra inteligência quanto à sua condição física, sendo que quando está realmente bem, ele próprio o sente». Quanto a David Luiz, o técnico não escondeu o desejo de ver o jovem brasileiro, quanto antes, jogar: «Temos alguma ansiedade em vê-lo em campo, pois é um valor a ter em conta. Por outro lado, viu a forma como a equipa evoluiu ao longo deste tempo e vai querer entrar da melhor forma».Elogios à NavalApesar de os referidos jogadores ainda não serem opção para a partida com a Naval 1.º Maio, Quique acredita que a equipa conseguirá mostrar as suas capacidades de forma a voltar aos triunfos: «Vamos tentar que o jogo seja especial. Sabemos que eles conhecem bem ao nossa equipa, que têm jogadores rápidos e um bom treinador. É normal que procurem espaços na nossa defesa para nos surpreender, mas nós estamos preparados para fazer um jogo melhor que o anterior. Estamos numa boa posição em todas as competições e isso transmite-nos ainda mais vontade de querer fazer as coisas bem».

Yebda entre os eleitos

Depois de não ter alinhado, à última hora, no encontro de Berlim, devido a questões físicas, Yebda marca presença no lote de convocados para o jogo com a Naval 1.º Maio, respeitante à Liga Sagres. O médio deverá, assim, voltar a ser opção para Quique Flores que, desta feita, volta a contar com Rúben Amorim e Makukula entre os eleitos.Por seu turno, Balboa, Urreta, Miguel Vítor e Moretto saem da lista de convocados. O Benfica treinou no Caixa Futebol Campus, este sábado de manhã, pela última vez antes da partida com a formação da Figueira da Foz. David Luiz foi o único jogador com um plano diferente, realizando trabalho individual em campo e ginásio. Após o treino, Quique Flores apresentou a lista dos 18 eleitos para o jogo que terá o seu início às 19 horas de domingo.Os convocados:Guarda-redes – Moreira e Quim;Defesas – Luisão, Léo, Maxi Pereira, Jorge Ribeiro e Sidnei;Médios – Reyes, Katsouranis, Rúben Amorim, Yebda, Carlos Martins, Binya, Di María; Avançados – Cardozo, Makukula, Nuno Gomes e Suazo.

Titulares fazem banhos e massagens após Berlim

O Benfica voltou aos treinos cerca de 24 horas depois do empate obtido em Berlim, casa do Hertha. Quique Flores orientou um apronto no qual não marcaram presença os titulares do jogo relativo à Taça UEFA, que fizeram banhos e massagens.Rúben Amorim, Aimar e Yebda realizaram aquecimento de forma integrada durante os 15 minutos abertos à Comunicação Social.Já David Luiz realizou trabalho intensivo com bola em pleno relvado. O Benfica treina este sábado, às 10h30 (15 minutos abertos à Imprensa), seguindo-se um encontro com a Comunicação Social no qual Quique Flores abordará o embate com a Naval 1.º de Maio.

«Com tempo conseguiremos o que Quique pretende»

Presente em conferência de imprensa esta sexta-feira, antes do treino vespertino, Maxi Pereira deixou bem clara a ideia que não está acomodado ao lugar de lateral-direito: «Não penso que o lugar seja meu, o Miguel Vítor é um jovem que está bem, não posso descuidar-me, porque ele trabalha muito para agarrar o lugar nesta nossa sã concorrência».Afirmando sentir-se «à vontade» enquanto lateral-direito, Maxi garantiu que «a equipa está bem e a pensar em recuperar de um jogo importante». «Há coisas a melhorar, mas sentimo-nos bem e no domingo vamos jogar para ganhar». Por outro lado, Maxi garantiu que, «com o tempo», a equipa vai «conseguir o que Quique Flores pretende».Nesse âmbito, o uruguaio lembrou o jogo de Berlim para referir que os jogadores terminaram o desafio com a sensação que podiam ter «ganho».«Devíamos ter tido mais a bola, mas o Hertha tem boa equipa e não é fácil jogar na Alemanha. Falta-nos sermos mais seguros, embora já se notem mudanças positivas».

«A nova Catedral é a imagem de um Benfica de futuro»

O Site Oficial do Benfica não quis passar ao lado das comemorações do quinto aniversário do novo Estádio da Luz e conversou, em exclusivo, com Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira, Rui Costa e Nuno Gomes. Quatro homens, uma ideia comum, a mesma paixão e idêntica ambição. Têm papéis diferentes mas todos usam a águia ao peito com a mesma perseverança. A Luz é a sua casa, a capacidade de trabalho a imagem de marca, o Benfica… a causa.» Saiba tudo sobre o 5º. Aniversário do Estádio da Luz» Inauguração - Adeptos contam as suas histórias em discurso directo...Uma visão…Quantos se lembrarão, dentro de algumas décadas, o que era o Benfica da viragem do milénio? Quantos recordarão a forma como se revelou decisivo para a sobrevivência do Clube a construção de um novo estádio? Luís Filipe Vieira, contra muitos “promotores” da desgraça, foi em frente com uma ideia, com um conceito, tendo inaugurado a Luz da esperança, já como presidente. Passados cinco anos, diz que valeu a pena: «Foi um sonho concretizado. Um sonho em que a vontade e o optimismo de alguns conseguiu concluir um projecto e impô-lo, contra muitas pessoas que preferiram mergulhar no pessimismo, recusando-se a acreditar que tínhamos meios e capacidades de levar o projecto a bom porto. O estádio personifica a visão que naqueles anos tive do que deveria ser o Sport Lisboa e Benfica, ou seja, elevar a auto-estima dos benfiquistas e virar o Clube para o futuro e para a modernidade». Uma modernidade que, em cinco anos, tornou o presente naquilo que muitos nem num futuro longínquo imaginariam: «O Benfica ganhou uma nova casa, com mais condições, reforçou a sua identidade de clube inovador e moderno e criou condições, também através do estádio, para se dotar de armas que lhe permitirão pagar o próprio complexo desportivo como também, no futuro, gerar receita», salienta o presidente benfiquista.Homem de projectos, de ideias e de concretizações, Domingos Soares de Oliveira, administrador executivo da SAD benfiquista, pormenoriza a forma como o Benfica tem sabido rentabilizar as capacidades do novo estádio: «Quando foi construído, entendeu-se que não devia ser apenas um espaço desportivo, mas sim um lugar que acolhesse, diariamente, os benfiquistas. Construíram-se os dois pavilhões, utilizados regularmente por todo o tipo de camadas etárias; as piscinas, frequentadas por milhares de pessoas; o relvado sintético, que funciona durante um elevado número de horas diárias; o Wellness, com muitos utentes; as visitas ao estádio; as festas de aniversário… enfim, várias formas de potenciar o uso do estádio. E teremos agora a Benfica TV nas nossas instalações, o que prova que para apenas cinco anos de existência, este é um estádio com muita vida».Por outro lado, aquele responsável revela um pouco do “segredo do negócio” que leva a que nos próximos anos a Luz esteja paga… pela própria Luz: «Tivemos a vantagem de o Benfica ser inovador numa série de questões. Além da adopção dos namings, processo que poderá ter maiores evoluções no futuro, optámos por um espaço comercial com um conceito de loja âncora, o Media Market, e por poucos mais espaços comerciais. Isso leva-nos, hoje, a ter as áreas comerciais 100 por cento ocupadas, com os lojistas a pagarem as suas rendas sem atrasos. Por exemplo, o Alvaláxia, por ser composto por um espaço amplo e muitas lojas, acabou por ter um problema do ponto de vista de rentabilização. Claro que temos as receitas dos camarotes e dos lugares fundadores que são afectas directamente ao reembolso do estádio, mas o arrojo nos namings e a filosofia de exploração do espaço comercial formaram um conjunto de receitas que fazem com que até mesmo os críticos da altura reconheçam que se o estádio era um problema tornou-se hoje numa solução», conta. Uma solução com evoluções à vista: «Se caminharmos no tempo, pode dizer-se que as receitas do estádio, além de pagarem o estádio nos próximos anos, também começarão a ser canalizadas gradualmente para o futebol, algo que surgirá quando acontecer a fusão entre o Benfica Estádio e a Benfica, SAD».À flor da relvaClaro está que o sucesso da nova Luz não apaga as boas recordações do antigo estádio. Rui Costa que o diga: «Cresci no antigo Estádio da Luz. Sempre considerei que tinha uma magia muito especial. Era um inferno para quem aqui vinha, mas essa é uma magia que se vai construindo com os anos e penso que este recinto segue esse caminho. Toda a gente diz, e com razão, que a nova Luz é um dos estádios mais bonitos e modernos do mundo. Só temos de nos orgulhar do passado e do presente», afirma o director desportivo que, outrora, foi um ídolo nos relvados das… “Luzes”. «No antigo estádio recordo, com especial carinho, a conquista do Mundial de Sub-20, o Benfica-Parma em que os adeptos me cantaram os parabéns e também o meu melhor golo de sempre, diante da República da Irlanda, numa noite chuvosa. No novo, foi inesquecível o meu regresso à Luz e, claro, a despedida, que sempre recordarei». Mágoas, também existiram: «Como esquecer aquela derrota na final do Europeu, com a Grécia? De qualquer forma, foi bom ter feito parte desse Europeu e ter marcado dois golos aqui na Luz, qual estádio talismã para mim».Um talismã que se estende à história da carreira do actual capitão do Benfica. Nuno Gomes, o 21 que, há exactamente cinco anos, marcou (ante o Nacional de Montevideu) o primeiro golo de sempre na nova Luz: «Foram momentos únicos. Estávamos todos muito ansiosos por esse jogo. O estádio estava lindo e só quem esteve presente na Luz, nessa noite, poderá recordar tal momento para sempre. Foi um tremendo orgulho ter sido o primeiro a fazer um golo no estádio e logo numa altura em que regressava após uma operação que me privou de jogar durante três meses. Juntei, mais do que nunca, o útil ao agradável».Curioso o facto de o avançado voltar a reencontrar-se com a história cinco anos depois. É que, ante a Naval 1.º de Maio, precisamente no jogo em que se comemora o 5.º aniversário da Luz, em que se sentará nas bancadas o espectador 5 milhões e em que, caso o Benfica marque por duas vezes, se atingirá a marca dos 5000 golos “encarnados” em competições oficiais, também Nuno terá um encontro com os números, pois será homenageado pelo facto de ter ultrapassado a marca dos 150 remates certeiros de águia ao peito. «Sinto-me feliz por ter atingido uma marca tão bonita como são 150 golos, mas, enquanto avançado, não posso esconder a vontade que teria em ser eu a rematar para o golo n.º 5000 do Benfica. De qualquer forma, queremos vencer, pois é isso que mais importa, e marque quem marcar, ficaremos sempre felizes», adianta aquele que diz ter vivido o seu melhor momento na Luz aquando dos festejos da conquista do título nacional, em 2004/05.Vencer para lotarUm momento que, ninguém no Benfica o esconde, será fundamental repetir mais do que uma vez, até para que a Catedral atinja o patamar de simbolismo que a anterior alcançou. Nuno Gomes admite que, no novo estádio, «ainda não se atingiu tal patamar», mas garante que «todo o plantel ambiciona por isso mesmo, sendo para isso que trabalha afincadamente». Um plantel no qual Rui Costa deposita esperanças, ou não fosse, em parte, resultado do seu trabalho, agora fora das quatro linhas: «As pessoas têm sofrido por não termos ganho muitas vezes nos últimos anos e quando sentem que algo pode ser favorável é normal que se entusiasmem e transportem o Clube, vendo-se as bancadas mais cheias, como tem acontecido neste início de época. Resta-nos trabalhar para que a equipa possa voltar a ganhar títulos. Agora já não posso ajudar ao longo dos 90 minutos, mas vivo uma outra Luz, de manhã à noite, trabalhando ao longo de toda a semana para que possa, de alguma forma, contribuir para que as coisas corram bem ao domingo. São autênticos prolongamentos diários que vivo na Luz, fora do relvado, para que o Benfica melhore e para que as pessoas venham cada vez mais ao estádio, o que é sempre um sinal positivo».Palavras sublinhadas pelo presidente: «Estamos contentes com a participação dos benfiquistas na vida do Clube, também ao nível das assistências, mas é óbvio que sentimos ter condições para que este estádio possa estar sempre cheio. Temos trabalhado em prol de um Benfica que possa ser cada vez mais forte, que se mostre ambicioso dentro de campo e que faça vibrar os adeptos nas bancadas. Sabemos que estamos cada vez mais perto desse objectivo e também temos noção que, à medida que tal se concretize, a Luz vai encher, por sistema. No entanto, cabe-nos lembrar que a presença maciça dos adeptos é fulcral para que possamos atingir tal objectivo. Ou seja, uma parte terá de ajudar a outra e vice-versa». Vieira recorda, a esse nível, a importância que é o apoio às modalidades: «É importante que os nossos adeptos façam o "Inferno da Luz" também no apoio às nossas modalidades. Os nossos pavilhões têm de ter mais vida, pois apresentamos equipas para vencer e algumas delas estão mesmo a consegui-lo a um nível como há muito não se via. É hora de os benfiquistas se unirem em torno das nossas modalidades».Benfica como um todoO caminho está traçado. Estes são os homens que, de águia ao peito, seja no escritório ou no relvado, lutam pelo mesmo: dar simbolismo de vitória ao novo estádio para que, tal como aconteceu com o antigo, os adeptos revejam nele a casa de uma equipa Gloriosa. «Este estádio foi feito para estar sempre cheio. A indústria do futebol acaba por se inserir no mundo do entretenimento, onde o conteúdo é rei. Se o conteúdo for bom as pessoas aderem, se assim não for torna-se mais difícil que isso aconteça. Assim, se queremos o estádio cheio temos de encarar como principais prioridades garantir conteúdos fantásticos no relvado. A maneira de trazermos as pessoas ao estádio passa por proporcionarmos bons espectáculos. E o Benfica trabalha como um todo, sempre em benefício do futebol, que é a nossa área de negócio central», lembra Soares de Oliveira.«É um caminho feito de coragem e inovação. Um caminho que foi muito além do sentimento de mudança, pois gerou capacidade para que o Clube pudesse caminhar em passos seguros para o futuro. Tudo isto numa casa mais moderna, mais funcional e com maior capacidade de gerar receitas. A antiga Luz terá de ficar sempre guardada na nossa memória, não só pela grandiosidade, como também pelos muitos momentos de glória que nela vivemos, mas na nova Catedral todos sentem um Benfica de futuro, mais moderno e com melhores condições. No fundo, o novo estádio representa a vontade do Benfica em enfrentar os desafios do futuro com as melhores ferramentas», reforça Luís Filipe Vieira. Uma ferramenta que, para Soares de Oliveira, será «jovem» o suficiente para que, caso avance uma candidatura Ibérica para a organização do Mundial 2018, «seja o palco de grandes eventos internacionais». Ou não tivesse deixado esta de ser uma Luz ao fundo do túnel, para se tornar na Luz que ilumina todo o horizonte benfiquista.

A dois golos do número mágico

Faltam dois golos para que o Benfica atinja os 5000 golos em competições oficiais. Trata-se de uma 'marca' que está a gerar grande entusiasmo e que pode surgir a qualquer momento. Dirão os mais crentes na força do destino que tal pode e deve acontecer precisamente no fim de semana (no jogo ante a Naval) em que o novo Estádio da Luz ultrapassa os cinco milhões de espectadores na comemoração dos cinco anos de vida. E quão simbólico e interessante tal seria...Alguma imprensa anuncia faltarem três golos para atingir o número mágico, mas é errado. Para tal situação conta o facto de o Benfica ter ganho um "derby" ante o Sporting, aquando da temporada 1994/95, por 2-0, numa partida de repetição de um jogo que inicialmente o Sporting venceu por 1-2. Como foi o jogo de repetição realizado no Restelo (no qual brilhou o brasileiro Edilson, autor dos golos da vitória) que contou, o Benfica somou mais um golo do que alguma Imprensa anuncia nesta altura. O jogo de repetição foi aquele que foi homologado pela F.P.F.Assim, o Benfica está a apenas dois tentos de uma marca histórica e que começou a ser construída em 1934/35, por Alfredo Valadas. Por curiosidade, o golo 1000 foi marcado por José Rosário, em 1949/50, o golo 2000 concretizado por Yaúca em 1963/64, tendo cabido a Vítor Martins o mérito de desferir o 3000.º remate certeiro. Sergei Iuran, em 1991, apontou o golo 4000.O Benfica vai, assim, tornar-se na primeira equipa lusa a alcançar o 5000.º golo em competições oficiais, sendo que a concorrência vem muito atrás (o Sporting marcou 4638 golos e o FC Porto apontou, até ao momento, 4559). O Benfica é, assim, um dos poucos clubes à escala planetária a rivalizar com o Real Madrid, clube que há pouco mais de um mês obteve tal travessia da glória, ao marcar o 5000.º golo, ante o Numancia. O herói chamou-se Guti, autor do tento que fez vibrar a "casa branca". Quem será o homem que entrará na história da Catedral?

Quique Flores: «Tivemos possibilidade de ganhar»

«Nós gostamos de ganhar, é sempre melhor, mas em qualquer caso foi um jogo difícil. Tivemos a possibilidade de ganhar, que era o objectivo, mas temos de nos lembrar que estamos numa fase de grupos e empatar fora é importante. É uma situação que nos preocupa, temos de falar muito com os jogadores para melhorar a leitura de jogo depois de nos colocarmos em vantagem. São situações que temos de corrigir. Estou convencido que com o passar do tempo a maioria dos jogadores vão ter maior capacidade para ler o jogo. Estou optimista. Penso que foi um passo seguro empatarmos aqui. É um resultado que seguramente nos vai permitir jogar em casa com maior disponibilidade.»

Destaques na equipa do Benfica

Nuno Gomes – Em nome da equipaMais uma prova do belo momento de forma que atravessa. Envolveu-se, como é hábito, na construção de jogo benfiquista, surgindo ora entrelinhas, ora na posição de ponta-de-lança, sempre com sentido de golo. Foi assim que, logo na fase inicial de jogo, ao receber um passe de Di María, conseguiu surpreender tudo e todos, rematando com enorme perigo. Devolveu o passe ao companheiro também nos primeiros minutos, mas do segundo tempo, isolando-o e permitindo ao argentino marcar. Jogou os 90 minutos, revelando total disponibilidade em prol da equipa.Di María – Feliz na AlemanhaMais eficaz e pragmático, jogou bastante para a equipa e revelou sapiência táctica, tendo como prémio o envolvimento nos lances de maior perigo do Benfica. Não só esteve na melhor jogada benfiquista na primeira parte como também foi dele o golo benfiquista. Isolado por Nuno Gomes, mostrou velocidade e sentido de baliza num remate feliz, confirmando que, até ver, só tem marcado de águia ao peito em plena Alemanha (depois de ter sido em Nuremberga que marcara o seu primeiro tento pela formação lusa). Com o passar dos minutos foi perdendo pulmão, revelando, então, inteligência no posicionamento, de forma a dar apoio a Maxi Pereira.Luisão – Rei e senhorA par com Sidnei um autêntico herói. Muito concentrado, revelando excelente capacidade de antecipação e mostrando bom posicionamento no futebol apoiado e centralizado (à base de tabelas entre os médios e os avançados) dos alemães, Luisão varreu toda a sua zona de acção, além de ser importante nas dobras a Maxi Pereira sempre que o adversário apostava no avanço lateral. Imperial no jogo aéreo e à vontade na construção de jogo, tal como o seu colega de sector.

Benfica “Di” ataque convence mas não vence

Um golo de Angelito Di María (forjado por um Nuno Gomes todo-o-terreno) quase deu a vitória a um Benfica totalmente de ataque na capital alemã. No entanto, ainda não foi desta que o muro estatístico da falta de vitórias benfiquistas em solo alemão ruiu. É que o Hertha (equipa de topo do futebol germânico, nesta altura) conseguiu chegar ao empate perto do final de um jogo emocionante.Feitas as contas, resultado positivo na entrada em cena benfiquista no Grupo B da Taça UEFA.De Gomes a VoroninUma excelente entrada em campo, coroada com uma grande oportunidade de golo, logo aos quatro minutos, e uma decrescente capacidade de sair a jogar com bola, à medida que os minutos foram passando, ilustram a exibição benfiquista ao longo da primeira parte. Uma postura adulta, uma tremenda facilidade de trocar a bola e de chegar à frente com perigo e um conceito defensivo agressivo e eficaz levaram o Benfica a entrar melhor numa partida em que Yebda teve de ficar de fora (cedeu o lugar a Binya), contra todas as expectativas, e em que Quique Flores abriu o jogo, dando os flancos a Reyes e a Di María.E foi o argentino quem, numa incursão pelo meio, tabelou com os companheiros de sector e cedeu o esférico a Nuno Gomes que, um pouco ao estilo daquele momento de sonho ante a Espanha, no EURO 2004, “fingiu” a tabela para, depois, atirar rasteiro e forte, desta feita vendo a bola sair a rasar o poste após resvalar num defesa germânico. Lance único de grande perigo do Benfica numa primeira parte que, aos poucos, se foi fidelizando aos donos da casa.De facto, o Hertha, apostando num futebol mais técnico e apoiado do que é habitual nos conjuntos alemães, envolveu, a partir dos 20 minutos de jogo, o Benfica, vindo, então, ao de cima a eficácia do sector mais recuado dos portugueses. Não é que o Hertha dominasse claramente, mas dispunha de mais jogo, mercê da dificuldade benfiquista na primeira fase de construção de jogo. O que é certo é que só no minuto 37 Quim foi chamado a mostrar a sua qualidade, parando um remate para golo do ex-Liverpool Voronin (belo passe de Cícero).De Di María a PantelicÉ certo que o empate beneficiava o Benfica, mas Quique quis alterar a formatação atacante do Glorioso e lançou Suazo em jogo, apostando na velocidade do hondurenho e abdicando da potência de remate e sentido posicional de Cardozo. E deu-se bem o técnico espanhol, pois, mal entrou em jogo, o “italiano” mostrou a sua qualidade, cedendo o esférico a Nuno Gomes que, com classe, isolou Di María que, após galgar 20 metros, esperou pela saída do guarda-redes e atirou a contar, fazendo o seu segundo golo pela camisola do Benfica depois de ter sido também na Alemanha (em Nuremberga) que marcara de águia ao peito, na época passada.Pedia-se ao Benfica que soubesse, mais do que nunca, segurar a posse de bola no meio-campo contrário, protegendo-se, assim, da ofensiva contrária (pois era a hora de os alemães darem o tudo por tudo, juntando Pantelic a Voronin na frente), optando Quique por Carlos Martins (saída de Katsouranis), tendo em vista aproveitar a capacidade do médio português em causar rupturas nas transições de jogo. Por outras palavras, o técnico espanhol a mostrar, mais uma vez, tendência ofensiva, não se contentando com um futebol de contenção, mesmo vencendo em casa de um dos mais fortes conjuntos alemães da actualidade. E se dúvidas existissem acerca dessa tendência, eis que Quique apostou, a 20 minutos do fim, em Urreta no lugar de Reyes. Tudo seria perfeito, é certo, mas eis que Pantelic (que até andava às avessas com o treinador) tirou da cartola um remate indefensável, empatando a partida à entrada do último quarto de hora. Era o prémio para a persistência alemã que, logo de seguida, ficou muito perto da vantagem, num remate de Voronin às redes laterais.O destino da partida parecia traçado: uma das equipas teria de vencer, pois ambas estavam formatadas para tal. Esperava-se uma emocionante dezena final de minutos e foi isso mesmo que aconteceu, com ambas as formações lutando até à exaustão pela vitória (o Hertha em lances lateralizados e o Benfica em fortes transições ofensivas). No final, justo empate numa partida aberta e com bons apontamentos em termos técnicos. O Benfica quis ganhar, não conseguiu, mas garantiu um ponto que se pode revelar importante numa fase de grupos em que os três primeiros se apuram para os 16 avos-de-final.

O sonho (re)começa aqui

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Começa esta quinta-feira (19h30) a aventura benfiquista na fase de grupos da Taça UEFA. A formação orientada por Quique Flores estreia-se no Grupo B com uma difícil deslocação ao terreno do Hertha de Berlim, equipa que luta pela liderança na Bundesliga.Será no magnífico Olympiastadion que o Benfica tentará mostrar os argumentos que, todos esperam, possam ser suficientes para ultrapassar uma formação que, além de jogar em casa, conta com vários elementos de qualidade, tais como Raffael, o "dez" que pensa todo o jogo da equipa ao bom estilo do futebol brasileiro. O irmão do sportinguista Ronny foi mesmo o homem do jogo no passado fim de semana, aquando da vitória sobre o Estugarda (2-1).O técnico Lucien Favre conta ainda com um ataque onde se destacam Voronin ou Pantelic, intérpretes de um futebol apoiado e curto, ao contrário do que é habitual nas equipas germânicas.Futebol esse igualmente bem interpretado por um Benfica em crescimento. Quique Flores ainda não tem Aimar, mas já conta com Suazo. Não é certa a titularidade do hondurenho, pois vem de uma lesão e também porque Cardozo e Nuno Gomes têm outro ritmo, mas Suazo poderá ser um elemento a ter em conta, até pela valia que apresenta.De resto, espera-se um Benfica perto daquele que tem sido habitual ao longo da época, sendo que o quarteto defensivo deverá manter-se e no meio-campo Carlos Martins poderá entrar para a direita, actuando Yebda e Katsouranis no meio. Reyes jogará na esquerda. Claro que só Quique Flores saberá, nesta altura, quem jogará de início.

«O Benfica está mentalizado para ganhar»

Poucos minutos antes de treinar no palco do jogo desta quinta-feira, que marcará a estreia do Benfica na fase de grupos da Taça UEFA desta temporada, Quique Flores e Nuno Gomes abordaram, num encontro com a Comunicação Social, aquele que será o embate com o Hertha de Berlim. O técnico benfiquista lembrou que «a equipa tem de entrar mentalizada para ganhar neste Grupo B, sendo que se não ganhar também será importante não perder».Quique Flores caracterizou o Hertha como uma equipa «potente, com bons jogadores tecnicamente, não apostando tanto no jogo aéreo como é costume nas formações alemãs». Também Nuno Gomes se mostrou de acordo com o técnico, valorizando um adversário «difícil», embora tenha lembrado que o Benfica tem condições para «quebrar» uma estatística que, perante formações germânicas lhe é desfavorável.«Estamos confiantes em fazer um bom resultado.Jogamos fora e contra uma equipa alemã, que por norma é difícil. Sabemos para o que viemos, mas temos as nossas armas e somos o Benfica. Estamos preparados para conseguir um bom resultado», conferiu o atacante e capitão de equipa.

Benfica recebe D. Aves na 4.ª eliminatória

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Realizou-se esta quarta-feira o sorteio relativo à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal. O Benfica joga novamente em casa, recebendo, desta feita, o D. Aves. Depois de ter eliminado o Penafiel, o conjunto orientado por Quique Flores tem agora, pela frente, outro conjunto nortenho.O D. Aves disputa este ano a Liga Vitalis, lutando pela subida à Liga Sagres. Orientado por Henrique Nunes, o D. Aves chega ao Estádio da Luz depois de ter conseguido bater o Penamacorense por 0-3 e o Gândara por 6-0.Destacam-se, no D. Aves, os experientes defesas Pedro Geraldo, Sérgio Carvalho e Sérgio Nunes, o médio Gouveia e os avançados Rui Miguel (o melhor marcador, com três golos) e Robert. Nota para o facto de os benfiquistas Rúben Lima e Romeu Ribeiro actuarem no D. Aves, a título de empréstimo.João Gabriel, representante do Benfica no sorteio da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal, deixou bem clara a intenção de o Benfica querer «passar esta ronda». «Já não há jogos fáceis. Seria mau assumir que em casa e contra o Aves se tratava de algo mais fácil. Do outro lado está uma equipa com ambição e que também quer estar na próxima ronda», disse o director de comunicação do Glorioso.Os jogos desta 4.ª eliminatória, onde se conta um Sporting-FC Porto, estão inicialmente marcados para o dia 9 de Novembro.Jogos da 4ª eliminatória*:Olivais e Moscavide-Beira MarValdevez-Gil VicenteAcadémica-E. AmadoraPortimonense-Varzim(Vencedor do Peniche-Sourense-Torre Moncorvo)-V. SetúbalBoavista-V. GuimarãesGondomar-TrofenseVizela-EsmorizSporting-F.C. Porto(Vencedor do Santa Clara/Lusitano-Fiães-Freamunde)-U. MadeiraCinfães-FátimaNacional-Sp. BragaBenfica-D. AvesNaval-BelenensesArouca-P. FerreiraLeixões-Santana

Benfica em trânsito para Berlim

O Glorioso percorre, neste momento, os céus europeus rumo a Berlim. Será na capital alemã que esta quinta-feira se estreia na fase de grupos da Taça UEFA, diante do Hertha, em partida marcada para as 19h30.À chegada ao aeroporto de Lisboa, Luisão referiu aos jornalistas que espera «dificuldades», mas garantiu um Benfica «preparado para entrar em campo e fazer um bom trabalho, o que o leva a poder vencer em qualquer estádio». «Temos crescido dia a dia, estamos mais fortes e iremos manter-nos unidos e concentrados», acrescentou.O Benfica fará o treino de adaptação ao Olímpico de Berlim ao final da tarde desta quarta-feira. O Hertha ocupa a quarta posição na Bundesliga, a apenas três pontos do líder Hamburgo.

Carlos Martins e Miguel Vítor convocados

O plantel principal do Benfica trabalhou esta terça-feira, às 18 horas, no Caixa Futebol Campus, num apronto em que Quique Flores ensaiou alguns dos derradeiros pormenores antes da partida para Berlim, onde o Glorioso se estreia na fase de grupos da Taça UEFA da presente temporada, ante o Hertha.A 48 horas do importante jogo europeu, Carlos Martins e Miguel Vítor realizaram treino livre sob vigilância médica, tendo ambos sido convocados para a partida. Já Pablo Aimar integrou parcialmente o treino e Rúben Amorim fez corrida, por gestão de esforço (tendinite de inserção no adutor da coxa esquerda). Ambos ficaram de fora da lista dos eleitos.Já David Luiz (continua ausente dos convocados), realizou trabalho específico em campo e ginásio. Nota ainda para o facto de Quique Flores ter convocado os três guarda-redes, numa lista alargada a 20 elementos. O Benfica volta a treinar já em solo alemão, esta quarta-feira, às 19 horas, no Estádio Olímpico de Berlim, palco da partida.Os 20 convocados:Guarda-redes - Quim, Moreira e Moretto;Defesas - Luisão, Léo, Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sidnei e Jorge Ribeiro; Médios - Balboa, Binya, Reyes, Katsouranis, Urreta, Di María, Yebda e Carlos Martins; Avançados - Cardozo, Suazo e Nuno Gomes.

Carlos Martins e Miguel Vítor fazem treino livre sob vigilância médica

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O plantel principal do Benfica trabalhou esta terça-feira, às 18 horas, no Caixa Futebol Campus, num apronto em que Quique Flores ensaiou alguns dos derradeiros pormenores antes da partida para Berlim, onde o Glorioso se estreia na fase de grupos da Taça UEFA da presente temporada, ante o Hertha.A 48 horas do importante jogo europeu, Carlos Martins e Miguel Vítor realizaram treino livre sob vigilância médica, enquanto Pablo Aimar integrou parcialmente o treino e Rúben Amorim fez corrida, por gestão de esforço. Já David Luiz, realizou trabalho específico em campo e ginásio. O Benfica volta a treinar já em solo alemão, esta quarta-feira, às 19 horas, no Estádio Olímpico de Berlim, palco da partida.

Idosos desfrutam das emoções do futebol

O Sport Lisboa e Benfica não passou ao lado do "Mês do Idoso" e, por isso, vai levar a cabo uma iniciativa que permitirá a mais de 1500 idosos assistirem ao Benfica-Naval 1.º de Maio, referente à 6.ª jornada da Liga Sagres.Assim, várias Instituições de Idosos, convidadas pelo Sport Lisboa e Benfica, marcarão presença nas bancadas. Além de idosos provenientes do Concelho de Alcanena, estarão na Luz representados os Centros de Dia da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, o Centro Social e Polivalente do Bairro das Furnas e o Centro Social e Paroquial de São Tomás de Aquino.Mais um factor de interesse num dia marcadamente especial, pois é neste domingo que os benfiquistas se envolverão nas várias iniciativas levadas a cabo pela Direcção do Clube, tendo em vista comemorar os cinco anos de existência do Estádio da Luz.

Cinco anos... cinco milhões!

No fim de semana em que se comemora o quinto aniversário do Estádio da Luz, torna-se curioso o facto de ser igualmente neste domingo, no jogo frente à Naval 1.º de Maio (6.ª jornada da Liga Sagres), que a Catedral receberá o seu espectador "cinco milhões".Cinco anos de vida... cinco milhões, assim se pode intitular uma história de sucesso. De facto, a nova Luz não só foi um sucesso, em termos globais, para o Sport Lisboa e Benfica, como foi imediatamente adoptado pelos adeptos do Glorioso. Assim, não espanta que o 20.357.º adepto que entrar no estádio, neste domingo, venha a ser, exactamente,o(a) "senhor(a) cinco milhões da história da Luz.Os números que ficam para a história, antes deste simbólico momento, dizem-nos que uma média de 38.013 pessoas foram à Luz ao longo dos 131 jogos ali realizados. Atente-se nas médias de espectadores ao longo dos cinco anos da história da Catedral:- 2003/04: 35.855 (espectadores por jogo)- 2004/05: 34.798- 2005/06: 42.691- 2006/07: 40.063- 2007/08: 34.073Uma história feita de emoções, onde couberam muitas vitórias, mas também alguns momentos de desilusão, como manda, afinal de contas, a "lei" do futebol. Inesquecível, por exemplo, o facto da Luz ter recebido a sua primeira final de um Europeu, num misto de alegria e tristeza, pois Portugal acabou por perder a final (a sua primeira desempre) ante a Grécia.De 2004 a 2005 foi um instante e foi então que o Benfica pôde festejar, em grande estilo, a conquista do Campeonato Nacional, 11 anos depois. Mas não só de grandes acontecimentos desportivos a Luz se pode orgulhar, pois em 2007 foi o local escolhido para anunciar que A Grande Muralha (China), o Taj Mahal (Índia), o Cristo Redentor (Brasil), Petra (Jordânia), a estátua de Cristo Redentor (Brasil), a cidade inca Machu Picchu (Peru), a pirâmide de Chichén Itzá (México) e o coliseu de Roma (Itália) tinham recebido a denominação das novas Sete Maravilhas do Mundo, eleitas por 100 milhões de pessoas.E que dizer do regresso das modalidades às grandes conquistas? Nos pavilhões da Luz, voltou a fazer-se a festa e, assim, renasceu o espírito de eclectismo de um Benfica, mormente através das grandes conquistas do futsal, do voleibol e do andebol, embora o basquetebol e o hóquei em patins a qualquer momento possam regressar às grandes vitórias.Uma Catedral consagrada, qual local de romaria, quer por motivos desportivos, culturais ou comerciais; um todo que funciona como espaço polivalente, empresarial e, claro, como a fantástica casa do Sport Lisboa e Benfica. Haja Luz por muitos e longos anos!

Luz comemora quinto aniversário em grande estilo

Como o tempo passa... Até parece ter sido ontem que o Estádio da Luz foi inaugurado, numa inesquecível noite de festa em que o Benfica bateu o Nacional de Montevideo por 2-1. Mas já lá vão cinco anos desde que, naquela inolvidável noite de 25 de Outubro de 2003, os benfiquistas ganharam mais um motivo de orgulho.Da Luz para a GréciaNo próximo domingo, diante da Naval 1.º de Maio, em jogo referente à 6.ª jornada da Liga Sagres, a Luz festejará tal marco de vida e, numa casa que se espera cheia, são muitas as iniciativas levadas a cabo pelo Sport Lisboa e Benfica. Assim, tendo em vista a comemoração desse momento, a administração da SAD resolveu colocar os bilhetes para sócios a 5 euros apenas, independentemente da localização do lugar.Mas há mais: num jogo em que é certa a ultrapassagem da fasquia dos cinco milhões de espectadores, o Benfica não passará ao lado de tal simbolismo. Assim, o 20.357.º adepto que entrar no estádio, neste domingo, será, exactamente, o(a) "senhor(a) cinco milhões da história da Luz, sendo, por isso, premiado(a) com uma viagem à Grécia (incluindo a deslocação no avião oficial da equipa), onde assistirá ao Olympiacos-Benfica.Nuno Gomes homenageadoNuno Gomes, autor do primeiro golo do Benfica na nova Luz (na já referida noite ante a formação uruguaia), será homenageado pelo Clube.Luís Filipe Vieira entregará ao goleador um troféu simbolizador desse marco, mas também dos 150 golos apontados de águia ao peito, marca atingida recentemente.Numa noite especial, nota ainda para o facto de cinco artistas, convidados pelo Benfica, virem a entoar o hino do Glorioso. Por fim, será realizado um sorteio de 20 mil euros em barras de ouro (1.º jackpot GOLDEN SEAT) entre um dos assistentes presentes no estádio.Razões mais do que suficientes para que quem se deslocar à Catedral possa fazer parte da história.

Declarações

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quique Flores: "Queríamos que o jogo tivesse corrido de outra forma""Sofremos, mas o Penafiel esteve muito bem e teve um comportamento positivo. O adversário demonstrou um bom posicionamento no terreno e nós tivemos dificuldades perante essa situação. Queríamos que o jogo tivesse corrido de outra forma, mas não foi possível. Se arrisquei no onze que apresentei? Todos os jogadores que estão no Benfica é porque tiveram mérito em estar aqui pelo que fizeram nos seus anteriores clubes. Estes jogadores fazem parte do primeiro plantel do Benfica e qualquer um pode entrar na equipa"David Suazo: "Não tivemos excesso de confiança""Pensámos que ia ser um jogo que podíamos terminar mais cedo, mas encontrámos pela frente um grande rival. Por isso é que o futebol é um jogo bonito. O adversário teve mérito, mas é nas dificuldades que se conseguem coisas positivas. O mais importante é que conseguimos seguir em frente. Não tivemos excesso de confiança, são coisas dos jogos, temos de aplaudir o adversário e agradecer aos adeptos pelo apoio que nos deram".

Quique chama cinco jovens ao treino

Na manhã seguinte à passagem à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal (vitória frente ao Penafiel, no desempate por grandes penalidades), o Benfica já regressou ao trabalho, desta feita para preparar a estreia na fase de grupos da Taça UEFA (o Glorioso joga em Berlim, frente ao Hertha, na próxima quinta-feira).Quique Flores chamou ao apronto os juniores Augustin Billa, Bakar, Ismael Yartey, Paul Keita e Vinicius Silva. Quanto aos titulares do jogo deste domingo, realizaram corrida no relvado (tal como David Luiz e Maxi Pereira), enquanto Aimar treinou com bola. Quanto a Miguel Vítor, fez tratamento e trabalho de ginásio.Destaque ainda para o facto de, nos 15 minutos abertos à Comunicação Social, Carlos Martins ter treinado normalmente num apronto que começou com uma palestra de Quique Flores no relvado. O Benfica volta ao trabalho esta terça-feira, às 18 horas, no Caixa Futebol Campus, sendo os primeiros 15 minutos abertos à Imprensa.

Sorteio é na quarta-feira

O sorteio da 4.ª eliminatória da Taça de Portugal Millennium realiza-se na quarta-feira, dia 22 de Outubro de 2008, às 11h30, na sede da Federação Portuguesa de Futebol em Lisboa.O Benfica mantém-se em prova após ter ganho, por 5-3, no desempate por grandes penalidades, ao Penafiel, depois de um 0-0 no final do tempo regulamentar.
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Destaques

MOREIRA – Enorme concentraçãoTrês anos depois regressou à titularidade da baliza encarnada e logo com uma exibição de grande nível, bem demonstrativa de que o longo tempo de ausência nos relvados não afectou minimamente as suas faculdades. Mesmo no final do período regulamentar efectuo uma defesa de puros reflexos e já no prolongamento voltou a evidenciar que estava altamente concentrado ao responder com eficácia a um remate cruzado. Depois, nas grandes penalidades, defendeu um remate colocadíssimo. Em suma, foi determinante.REYES – Classe em movimentoOs desequilíbrios passaram a surgir com alguma frequência quando o extremo espanhol entrou em campo. Fez duas assistências primorosas para Makukula, protagonizou o lance mais perigoso da equipa, ganhou cantos, acelerou o jogo da equipa e, nas grandes penalidades, atirou com eficácia. Está em grande forma o talentoso jogador espanhol que poderá fazer a diferença agora em Berlim.BINYA – Imagem de determinaçãoÉ um jogador generoso por excelência. Viu um amarelo injusto que lhe limitou os movimentos no centro do terreno, mas, mesmo assim, foi eficaz no trabalho das dobras aos centrais e laterais. Depois, quando passou para lateral, ganhou mais "liberdade" e, consequentemente, o seu rendimento subiu. Evidenciou boa capacidade a nível dos cruzamentos e as suas mãos de ferro nos lançamentos laterais também foram uma ameaça para o adversário
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Um grande susto e um grande alívio

O Benfica qualificou-se este domingo para a quarta eliminatória da Taça de Portugal ao eliminar o Penafiel, por 5-3, após a marcação de grandes penalidades, depois de o marcador ter registado um nulo no final do prolongamento. A equipa benfiquista sofreu bastante perante um Penafiel organizado e com enorme disponibilidade física, mas na hora das grandes responsabilidades revelou frieza e total eficácia nos castigos máximos.Na primeira parte, o Benfica (onze titular muito diferente daquele que alinhou diante do Leixões) evidenciou dificuldades perante a forte pressão alta do Penafiel no primeiro terço do terreno, o que obrigou a equipa de Quique Flores a utilizar bastante os passes em profundidade. Na ala esquerda, Léo não conseguiu desequilibrar com as suas entradas nem através de combinações com Urreta que raramente dispôs de metros para galgar terreno nas diagonais. No lado oposto, o cenário também foi o mesmo, ou seja, Miguel Vitor revelou dificuldades para ligar jogo com Balboa, sendo que o extremo apenas nos últimos minutos conseguiu um tipo movimento de flaqueamento.Houve mérito do Penafiel na sua forma pressionante, assim como no rigor táctico em termos defensivos posto em prática, mas também houve falta de velocidade e movimentos repentinos. Pelo meio, o panorama também não foi o melhor, uma vez que Binya sentiu em demasia o amarelo injusto com que foi punido aos 22' (uma errada decisão de Paulo Batista que limitou os movimentos do jogador camaronês) e Rúben Amorim não esteve ao seu nível habitual nas acções de rompimento nem no capítulo do passe, sobretudo nas variações de flanco.Perante este quadro não surpreendeu que o Benfica criasse a sua melhor ocasião numa perda de bola do adversário aos 20' que culminou num violento remate à barra de Di Maria e que apenas por uma vez tivesse fabricado uma jogada de envolvimento colectivo (combinação entre Balboa e Urreta, seguida de um remate por cima de Makukula aos 18'). No capítulo defensivo, o Benfica também não esteve ao seu nível habitual (longe disso), essencialmente na vertente da pressão, permitindo que o adversário saísse relativamente à-vontade de trás para a frente.Inevitáveis alteraçõesNa fase inicial da etapa complementar o panorama não se alterou e Quique Flores avançou para as substituições, fazendo entrar Suazo e Reyes para os lugares de Urreta e Balboa. Com estas alterações, o avançado hondurenho fez parelha com Makukula e Di Maria passou para extremo direito.As alterações melhoraram o volume ofensivo da equipa, mas o trabalho sem bola continuou a não ser o melhor, pelo que o Penafiel foi aumentando o seu índice de confiança. Suazo, aos 58', depois de um bom domínio de bola à entrada da grande área, rematou ligeiramente por cima do travessão, no entanto, o momento do avançado não significou (a contrário de todas as expectativas) o arranque definitivo dos encarnados para um domínio avassalador simplesmente porque faltou capacidade de pressing e isso fez com que a equipa andasse para cima e para baixo frequentemente.À passagem do minuto 77 verificou-se uma nova alteração na equipa, desta feita forçada – Miguel Vitor saiu lesionado depois de uma entrada muito feia de Zé Nando merecedora de expulsão (para mais o jogador do Penafiel já tinha um cartão amarelo). A saída de Miguel Vitor levou Binya para a direita da defesa e colocou Katsouranis, vindo do banco, no centro do terreno. E com o grego em campo, o Benfica ganhou mais aceleração no seu jogo e aos 80', num cruzamento de Reyes, Makukula atirou ligeiramente por cima do travessão, de cabeça.Infelicidade de MakukulaO filme repetiu-se quatro minutos depois, mas com uma ligeira alteração: o cabeceamento de Makukula desta feita acertou no poste, num lance bem sintomático de que a noite iria ser de sofrimento. E mesmo no dealbar do tempo regulamentar foi a vez de Di Maria estar muito perto do golo – o argentino isolou-se pela esquerda da grande área e em vez de rematar optou por um passe para o centro da grande área que acabou por ser interceptado por um defesa contrário.Na fase de prolongamento, surgiu o melhor Benfica mas os nervos falaram-se sempre mais alto na hora da finalização. Reyes, por exemplo aos 97', atirou ao lado depois de um corte in-extremis de um defensor adversário, após um cruzamento recuado de Suazo e à passagem do minuto 117 Makukula, no coração da grande área, atirou à figura de Ze Eduardo. O Penafiel, nesta altura, estava finalmente encostado às cordas e, mesmo antes da ida aos castigos máximos, Makukula voltou a falhar o alvo por pouco ao cabecear por cima de cabeça, na sequência de um grande cruzamento de Binya.A desinspiração na finalização ditou então a ida às grandes penalidades e aí a equipa de Quique Flores realizou uma grande exibição de eficácia ao concretizar com êxito todos os cinco remates. E como Moreira defendeu, com classe, o terceiro castigo máximo do Penafiel, o Benfica garantiu a (difícil) qualificação para a fase seguinte. Foi um grande susto e ao mesmo tempo um grande alívio.

O jogo mais importante da temporada

Muitos poderão não concordar, outros dirão tratar-se de um chavão, mas para os jogadores do Benfica que entrarem em campo este domingo (20h30), o confronto com o Penafiel (3.ª eliminatória da Taça de Portugal) será mesmo o mais importante de toda a temporada.Quique já revelou que vai apostar em vários dos habituais suplentes, sendo que, até por isso, esta é uma oportunidade de os mesmos mostrarem que estão em condições de entrarem na equipa a qualquer momento. O técnico espanhol até já lançou o grito de alerta, dizendo que valoriza muito um atleta que não costuma jogar e que quando entra agarra a oportunidade.E quem poderá ter a oportunidade nesta partida da Luz? Só Quique o saberá, embora Moreira (poderá voltar a ser titular em jogos oficiais 1112 dias depois), Miguel Vítor, Léo, Balboa e Makukula possam assumir-se como candidatos a entrar na equipa. A ver vamos...Depois, claro está, Taça é Taça. Mesmo que perante uma equipa (jovem e onde Pedro Moreira se assume como o mais experiente) que milita na Série B da II Divisão; mesmo jogando em casa, tudo pode acontecer, pelo que o Benfica não pode facilitar, apesar de saber que fará três jogos no espaço de uma semana. Uma desatenção e o susto de 1985/86, perante esta mesma equipa, pode acontecer. Então, o Benfica só venceu no segundo jogo (4-1) depois de um nulo. Agora, tudo se resolve numa só partida, pelo que toda a concentração é pouca.

Suazo – regresso confirmado

Uma lista diferente do habitual mas preparada para dar boa resposta ante o Penafiel, na estreia do Benfica na Taça de Portugal da presente temporada. É essa a ideia de Quique Flores na abordagem à partida da Luz.No final do último treino da semana, o técnico espanhol deu a conhecer a lista de convocados, que conta com o regresso de Suazo. Além do hondurenho, também a baliza tem novidades, pois Moreira e Moretto são as opções para esta partida. De fora ficam elementos como Quim, Yebda, Aimar ou Nuno Gomes.Os convocados:Guarda-redes – Moreira e Moretto;Defesas – Luisão, Léo, Miguel Vítor, Sidnei e Jorge Ribeiro;Médios – Balboa, Binya, Reyes, Katsouranis, Fellipe Bastos, Rúben Amorim, Urreta e Di María; Avançados – Cardozo, Makukula e Suazo.

«Importante será fazer as coisas bem»

Um “onze” com alterações, mas a mesma confiança de sempre. Quique Flores apresta-se para promover várias entradas no “onze”, ante o Penafiel (este domingo, às 20h30, na estreia na presente edição da Taça de Portugal), mas garante que espera uma grande resposta da parte de jogadores que nem sempre têm sido opção. «Quando treino uma equipa penso que todos os elementos têm capacidades para estar no plantel. Seria decepcionante treinar jogadores nos quais não tivesse confiança. Montarei a equipa com a mesma ilusão que teria se estivesse a defrontar o Sporting ou o Nápoles», garantiu o técnico espanhol.Quando os jogadores ganham pontos«Haverá alterações porque entendo que é um jogo muito importante para os jogadores que ainda não actuaram na Liga», sublinhou, não sem antes abordar três casos individuais: «Léo e Balboa? Todos temos a mesma ilusão de os vermos a fazer uma boa partida. Makukula? É uma possibilidade». Já Reyes e Suazo, apesar de «convocados», não é certo que joguem. Por outro lado, alguns dos elementos mais utilizados e que vieram das selecções, poderão ficar de fora, garantia de Quique. E quanto à baliza? Sem falar em nomes, garantiu «mudanças» neste jogo. Mas a mensagem mais importante foi dada logo depois: «Para mim, um jogador que não compete e que surge da melhor forma em determinado jogo, ganha pontos».Ainda assim, apesar das alterações, Quique não esquece o grau de dificuldade da partida: «Sei da importância que esta competição tem em Portugal, sei das romarias, da beleza dos jogos da final e seria interessante estarmos na final, embora sem pressões e devagar. Tenho noção que estas competições estão cheias de surpresas desagradáveis. Há que preparar bem o jogo, não subestimar o adversário e tentar fazer as coisas bem. Queremos que este jogo seja uma festa e que os adeptos que venham à Luz passem um bom bocado», referiu.Uma Liga ao nível das melhoresPor último, numa alusão à sua experiência em Portugal, Quique não escondeu o contentamento: «O campeonato português era desconhecido para mim e ainda tenho muito a aprender. Estou encantado com os adeptos, com o trato do Clube e espero que os resultados sejam bons, pois é para isso que trabalho».Tempo ainda para o técnico revelar que, em entrevista ao jornal espanhol ‘As’, colocou a liga portuguesa «num patamar idêntico ao das outras grandes ligas europeias». «Há bons jogadores e treinadores também nas equipas mais pequenas e torna-se muito difícil vencer cada jogo. Quanto à Selecção? É muito boa e tem um excelente treinador. Por vezes é difícil o caminho entre organização e talento mas penso que Portugal vai voltar ao seu melhor».

Preparar Penafiel à chuva

O Benfica treinou esta sexta-feira pela penúltima vez antes do embate com o Penafiel, referente à estreia dos "encarnados" na presente edição da Taça de Portugal.Um treino que contou com a presença da chuva, que começou a cair ao final da tarde, numa altura em que os jogadores começaram a realizar treino de campo, após alguns minutos no ginásio.Cardozo e Di María já integraram os trabalhos, depois de terem representado as respectivas selecções nacionais. Entre paredes, trabalhando no ginásio, ficaram David Luiz, Aimar e Carlos Martins.O próximo treino está marcado para as 10h30 de sábado, sendo aberto durante os primeiros 15 minutos à Comunicação Social. Segue-se um encontro com a Comunicação Social em que intervirá o técnico do Benfica.

«O jogo mais importante da época»

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Não confirma a titularidade, «por respeito aos colegas» e porque «só o treinador sabe quem jogará», mas diz-se pronto para entrar em campo e, muito tempo depois de ter sido titular das redes "encarnadas" pela última vez, em jogos oficiais, voltar a fazer o que mais gosta: jogar.Regresso?«Caso jogue contra o Penafiel [estreia do Benfica na Taça de Portugal na presente temporada], saberei controlar as emoções e dar o meu melhor», promete o jogador. Agora, numa hora positiva, não esquece o que ficou para trás: «A estreia aos 19 anos, os tempos em que fui titular, enfim, uma fase boa. Mas, depois, as coisas correram mal pois lesionei-me. Mas recuperei e estou pronto para ajudar o Benfica quando o treinador assim o entender».«É sempre angustiante não poder jogar, ter de ficar no ginásio a recuperar. Mas foram tempos que me ajudaram a evoluir como homem e a saber resolver os problemas», lembra. Mas não só Moreira mudou. Também o mesmo aconteceu com o Benfica: «Nestes nove anos assisti a um Benfica a mudar para melhor. E acho que agora estamos a evoluir e a crescer, tendo em mente dar uma alegria aos adeptos no final da época». Títulos e MétodosMoreira dá mesmo um exemplo de um sinal de recuperação do Clube: «Fico feliz por ver que neste início da época o Estádio da Luz está quase sempre cheio. Temos conseguido tornar o estádio no "inferno da Luz". Depois, devido aos anos que levo de clube, tento transmitir aos mais jovens o que é o Benfica, o que vivemos no passado e o que podemos desfrutar no futuro».Quanto à partida com o Penafiel, Moreira promete um Benfica concentrado: «Para eles, pode ser o jogo mais importante da época, mas também o é para nós, pois é o próximo». Feitas as contas, Moreira revela querer «ganhar o maior número possível de títulos».Por fim, o elogio a Emílio Alvarez, treinador de guarda-redes: «É a primeira vez que trabalho com um técnico de guarda-redes que é espanhol. Estamos a gostar bastante dos seus métodos. Procura explicar tudo o que sabe. Explora a 101 por cento as capacidades dos guarda-redes. Tem-nos mesmo ensinado sobre aspectos que não são habituais. Não posso revelar quais, mas mesmo naqueles golos sem defesa, mostra-nos a forma de tornar o impossível no... possível».

Estão de volta os internacionais

Boas notícias para Quique Flores. Excepção feita a Cardozo e Di María, que regressam esta sexta-feira, todos os restantes internacionais regressaram esta tarde ao trabalho no Caixa Futebol Campus a dois dias do embate com o Penafiel, naquela que será a estreia do técnico espanhol na Taça de Portugal.Katsouranis e Maxi Pereira fizeram corrida, enquanto os restantes treinaram integrados. Quanto a Aimar e a David Luiz, também fizeram corrida, pelo menos nos 15 minutos abertos à Comunicação Social.O próximo apronto está marcado para as 18 horas, sendo o mesmo aberto durante os primeiros 15 minutos à Imprensa. Antes, às 16h30, realiza-se um encontro com a Comunicação Social com a presença de um jogador.

«Estou honrado por ter sido reconhecido pelos outros jogadores»

«É uma honra ser eleito jogador do mês, é qualquer coisa de extraordinário. Quer dizer que o Benfica teve um bom mês. Esperemos que as coisas continuem assim. É um reconhecimento da parte dos outros jogadores, estou muito contente, espero ter outras oportunidades para voltar a ser eleito» - foi desta forma que Hassan Yebda reagiu esta quinta-feira ao facto de ter sido considerado pelo Sindicato dos Jogadores o melhor futebolista da Liga Sagres no mês de Setembro.«A época está-me a correr bem, foi para isso que vim, só espero que as coisas continuem assim», comentou, não sem antes lembrar que deseja «um bom ano e que o Benfica possa vir a ser campeão».

Acompanhe o Benfica a Berlim

Depois de eliminar o Nápoles numa emocionante eliminatória, o Benfica ganhou acesso à sempre espectacular fase de grupos da Taça UEFA. E o primeiro jogo destinou ao Glorioso uma visita à capital alemã, onde terá como oponente o Hertha de Berlim, em jogo que se realizará no histórico Estádio Olímpico daquela cidade.Os benfiquistas que queiram observar, ao vivo e a cores, o embate luso-germânico, poderão obter aqui mais informações acerca das condições da viagem, da estadia e dos ingressos.

«Sonho fazer parte da mística benfiquista»

Com o 11 nas costas, voa pelas alas. Velocidade, técnica e capacidade de passe num extremo à antiga que tem deixado água na boca aos benfiquistas mas que, reconhece, trabalha a pensar em impor-se definitivamente no Benfica de forma a confirmar o valor que todos lhe apontam. Javier Balboa, 23 anos, ex-Real Madrid, é, além de um talento, uma pessoa extremamente tranquila e afável fora dos relvados. Também por isso, ficou sensibilizado com o facto de mais de 400 benfiquistas lhe terem enviado perguntas, via Site Oficial, para, neste “Especial”, ficarem a conhecer um pouco mais sobre o jogador. Apenas uma pequena parte das questões teve resposta (por motivos óbvios de tempo e espaço), mas foi com muito agrado que Balboa matou alguma da curiosidade aos adeptos.» Queria perguntar se está a gostar do Benfica? O que mais lhe agrada no clube?Estou a gostar de tudo! Quando estava no Real Madrid pouco conhecia da Liga portuguesa. Logo não poderia ter noção da repercussão que tem jogar no Benfica. Noto, hoje, que já conheço esta realidade, em tudo semelhante à que tem o Real Madrid, em Espanha. É verdade que a dimensão e a grandeza do Clube superaram tudo quanto tinha ouvido do Benfica e só espero corresponder às expectativas de todos os Benfiquistas. Sei da responsabilidade que é vestir a camisola do maior clube português. Nestes poucos meses que cá estou já o senti, sou abordado e reconhecido pelos adeptos nas ruas. É um aspecto agradável e que me deixa feliz, mas que me obriga a trabalhar intensamente para poder retribuir esse carinho!Pergunta efectuada por: PAULO ALEXANDRE VAZ SOUSA» Porquê deixar um clube como o Real Madrid e ingressar no Benfica, uma vez que não está na Champions este ano? Acha que é uma oportunidade de mostrar o seu potencial?É uma boa pergunta, embora com uma resposta simples. Todos os jogadores querem jogar. Eu não fujo à regra. Nem que seja num amigável, queremos jogar, senão de que vale estar, por exemplo, no Real Madrid? Daí ter optado por sair e por procurar esta oportunidade de fazer aquilo que mais gosto, que é jogar. Por outro lado, repito, o Benfica não fica atrás do Real Madrid. É verdade que este ano não está na Champions, mas creio que voltaremos já no próximo ano. Estamos a crescer como equipa e temos muitas soluções no plantel, razões que nos levam a estar optimistas. Sabendo, no entanto, que o optimismo sem trabalho não chega, mas como temos vindo a trabalhar bem, podemos aspirar a ser optimistas!

«Sonho um dia ser capitão dos seniores»

Miguel Vítor é fruto da formação do Benfica, Clube que representa desde os Infantis. Foram anos de aprendizagem, muita dedicação e sacrifício... mas a recompensa é agora vivida de forma muito saborosa nos seniores "encarnados". Está feliz, realizado... Valeu a pena!– O Futebol surgiu muito cedo na sua vida… ainda se lembra como foi?– Desde que me lembro o Futebol faz parte da minha vida... Começou naturalmente, era eu um miúdo, e todos os minutos livres que tinha eram passados a jogar à bola com o meu pai, na praia e com os meus amigos, na escola.– O Miguel Vítor é um fruto actual da formação do Benfica… Conte-nos tudo… como chegou ao Clube?– Antes de ingressar no Benfica eu jogava no clube da minha terra natal, o Torreense. O meu pai perguntou-me se eu queria jogar "mais a sério" e eu disse que sim! (risos) Joguei durante três anos nas Escolas do Torreense, depois, um dia viemos ao Estádio da Luz fazer um Torneio e as pessoas gostaram de mim, entraram em contacto e cá estou eu desde então...– Passou por todos os escalões de formação do Benfica desde os Infantis B. Na sua opinião, em qual deles evoluiu mais?– Durante o meu último ano de juvenil e no primeiro de juniores. Foi onde sinto que dei o maior salto, o que coincidiu precisamente com a altura em que começámos a usufruir do Centro de Estágio e de todas aquelas condições que até então tanta falta nos fizeram...Curiosamente, foi também durante esse período que comecei a acreditar que era possível chegar até aqui...– Já como sénior, a estreia aconteceu a 25 de Agosto de 2007, frente ao Guimarães, na Luz… Como foi? O que sentiu?– Foi uma sensação maravilhosa e um dos momentos mais marcantes da minha vida! Lembro-me que estava ansioso, o estádio estava praticamente cheio... entrei e na primeira vez que intervim, ganhei o lance e, lembro-me como se fosse hoje dos aplausos. Foi uma sensação única que recordarei sempre!– No fundo, está satisfeito? Está a viver o tal sonho da bola?– Sem dúvida que sim! Estou muito feliz! Olhando para trás não mudava absolutamente nada e tornava a fazer tudo!– Metas futuras…– Quero ganhar o meu lugar na equipa, ganhar títulos... e sonho um dia ser capitão dos seniores! E quem sabe... chegar à Selecção principal!

Liga: Yebda distinguido como "Jogador do Mês"

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O médio benfiquista Yebda foi distinguido pelo Sindicato de Jogadores Profissionais como o melhor jogador da Liga Sagres no mês de Setembro.Uma das principais revelações do campeonato, Yebda (ex-Le Mans) tem primado pela capacidade física, disciplina táctica e facilidade em se incorporar em movimentos atacantes.

Suazo marca no dia do regresso de Miguel Vítor

O treino desta quarta-feira foi diferente do habitual, pois Quique Flores promoveu, no Caixa Futebol Campus, um treino de conjunto com os juniores que acabou com um resultado favorável, de 2-0, aos mais velhos.Embora o resultado seja o que menos interesse, foram positivos os apontamentos tirados pelo técnico num treino em que também os juniores confirmaram valor. Para os mais curiosos, nota para o facto de David Suazo ter marcado (excelente movimento de rotura a partir da direita para o centro com remate de pé esquerdo ao poste mais distante) já depois de Yebda ter apontado o primeiro tento, na sequência de uma boa jogada de Reyes.Nota final para o facto de Miguel Vítor (de volta da Selecção Nacional de Sub-21), Aimar e David Luiz terem realizado corrida. O próximo apronto está marcado para as 18 horas de quinta-feira, no Caixa Futebol Campus, com 15 minutos abertos à Imprensa.

Zoro foi novidade; Vinicius chamado por Quique

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Benfica treinou na parte da tarde desta terça-feira, depois de já o ter feito de manhã. A principal novidade do apronto vespertino prendeu-se com o regresso de Zoro, que representou nos últimos dias a selecção da Costa do Marfim. Por outro lado, depois de Danilo foi agora a vez de Vinicius integrar os trabalhos. O juvenil benfiquista, central internacional brasileiro (camadas jovens), apresentou-se ao trabalho junto dos mais crescidos.Durante os 15 minutos abertos à Comunicação Social, nota para a integração de Suazo e Reyes nos trabalhos, enquanto Aimar realizou corrida e trabalho com bola. David Luiz e Balboa ficaram no ginásio. O próximo apronto está marcado para as 10h30 de quarta-feira, no Caixa Futebol Campus, novamente com 15 minutos abertos à Imprensa.

Quique chama jovem Danilo Pereira

O plantel principal do Benfica trabalhou esta manhã naquela que foi a primeira de duas sessões do dia. Quique Flores chamou o jovem Danilo Pereira aos trabalhos que, mais uma vez, não contou com os jogadores internacionais.David Suazo e Reyes deram seguimento aos trabalhos que têm vindo a realizar, enquanto Aimar e David Luiz fizeram corrida e trabalho de ginásio. Mantorras, entretanto, voltou aos treinos. O regresso ao trabalho está marcado para as 18 horas.

Visite o site do Benfica

www.slbenfica.pt

Léo de volta; Suazo e Reyes treinam sob vigilância médica

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O Benfica regressou esta segunda-feira aos treinos após o grupo de trabalho ter gozado dois dias de folga. Saliente-se o facto deste ter sido um apronto em que os internacionais ainda não marcaram presença.Quem já se apresentou ao trabalho foi Léo, após anteriormente ter sido dispensado, devidamente autorizado para tratar de assuntos pessoais.Suazo e Reyes realizaram, por seu turno, treino condicionado sob vigilância médica, enquanto Aimar e David Luiz desceram ao relvado para correrem, tendo complementado com tratamento e trabalho de ginásio. Já Mantorras não treinou, tendo sido autorizado a tratar de assuntos particulares.Nota final para a presença do atacante juvenil Nélson Cunha na sessão de trabalho. O Benfica volta aos treinos já esta terça-feira, primeiro às 10 horas e depois às 18, novamente no Caixa Futebol Campus, à imagem do que esta segunda-feira sucedeu e também com 15 minutos abertos somente à Imprensa.

domingo, 12 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

golo (66m) do Reyes ao Sporting








Estádio da Luz celebra 5 anos

No domingo, dia 26 de Outubro, venha apoiar o Benfica e celebrar os cinco anos de existência do Estádio da Luz, inaugurado a 25 de Outubro de 2003. Para assinalar este momento, o Benfica instituiu o preço único de 5 euros para Sócios, em qualquer local do Estádio.Os bilhetes para o encontro com a Naval estão à venda no site oficial do Benfica, e nos restantes locais habituais. Para tornar este dia inesquecível, o Benfica preparou ainda um conjunto de iniciativas, que divulgará em momento oportuno.Entretanto, consulte aqui as tabelas de preços para o Benfica-Penafiel (Taça de Portugal) e Benfica-Galatasaray (Taça UEFA), cujos ingressos também já estão à venda.SOBRE O ESTÁDIO DO SPORT LISBOA E BENFICAO 7.º Campo Oficial do Sport Lisboa e Benfica foi inaugurado a 25 de Outubro de 2003, após 25 meses de construção. Com uma lotação de 65.200 lugares, trata-se de um estádio 5 estrelas segundo a UEFA. O Estádio da Luz já foi palco de grandes momentos desportivos e culturais ao longo dos seus 5 anos de existência, como a final do Euro 2004 ou a apresentação das Sete Maravilhas do Mundo.

Rúben Amorim treina integrado

O Benfica treinou esta sexta-feira no Caixa Futebol Campus, numa sessão que não contou com os jogadores internacionais (Cardozo, Katsouranis, Binya, Di María, Maxi Pereira, Quim, Nuno Gomes, Carlos Martins e Zoro). Note-se que também Miguel Vítor, convocado para os Sub-21 lusos, se ausentou, para integrar os trabalhos da Selecção.A novidade do treino consistiu no registo evolutivo de Rúben Amorim. O médio já treinou integrado, tal como Suazo, embora este tenha realizado depois trabalho individual. Aimar e Reyes ficaram no ginásio, sendo acompanhados por David Luiz que, ainda assim, também fez corrida no relvado.O regresso aos treinos está marcado para a próxima segunda-feira, no Caixa Futebol Campus, às 18 horas.

«Espero divertir-me a jogar e ajudar o Benfica a ganhar»

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Chegou, viu, marcou e lesionou-se. No entanto, Suazo está de volta, pronto para ajudar o Benfica a «ganhar títulos». «Durante o tempo em que estive parado, vi uma equipa no bom caminho. Estamos a crescer e isso foi notório nos últimos jogos que fizemos em casa. Temos trabalhado bem e vamos fazer muitas coisas mais», referiu o avançado emprestado pelo Inter de Milão, que garantiu caminhar para a melhor forma.DA LESÃO AO FUTURO NA UEFAAinda assim, Suazo não esqueceu o momento em que se lesionou, no jogo de Nápoles: «Arrepiei-me ao ver as imagens na televisão. No mínimo, o jogador do Nápoles devia ter sido sancionado. Foi uma entrada muito brusca. Graças a Deus já estou pronto para voltar.» No entanto, o Benfica mantém-se na Taça UEFA e, comentando o resultado do sorteio da fase de grupos (onde o Benfica defrontará o Hertha de Berlim, o Galatasaray, o Olympiacos e o Metalist), Suazo recorda que «a este nível todos os jogos são difíceis». «Se a eliminatória diante do Nápoles foi muito complicada de resolver a nosso favor, não se espere menos dificuldades neste grupo.»GOLOS, LÍNGUA E… EUSÉBIOA nível pessoal, o hondurenho voltou a não prometer golos, mas sim, trabalho: «Primeiro, posso garantir que darei 100 por cento em campo, sacrificando-me pela equipa, mas não quero falar em golos. Em todo o Mundo é difícil marcá-los e aqui será igual. Tenho de trabalhar bem para merecer a oportunidade de jogar e, depois, tentar aproveitar as chances que surjam durante os desafios», referiu aquele para quem «a língua» tem sido o factor de maior «dificuldade», embora seja notória a facilidade com que se exprime em português, com retoques de espanhol e italiano.Com ou sem dificuldades, Suazo tem feito, ainda assim, a sua carreira à base dos golos, sendo que no Benfica já começou a facturar. Assim, não estranha que o cognome de “pantera” o persiga, embora no Clube tal designação tenha outro peso. O avançado mostra-se atento: «Respeito se me querem chamar dessa forma, mas sei que é um nome muito significativo. Eusébio é Eusébio. Eu sou só um jogador a tentar ajudar o Benfica». Por fim, Suazo falou sobre o futuro, dizendo que espera divertir-se a jogar, vivendo um «ano importante», adiando para o final da época qualquer cenário

Máxima força para Berlim

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

David Suazo, Pablo Aimar e José Antonio Reyes deverão estar em condições para o Hertha, na UEFA. Cardozo disponível, após castigo.


O treinador do Benfica, Quique Flores, deve encarar esta paragem das competições de clubes como uma bênção. As duas semanas sem competição vão permitir ao clube da Luz recuperar alguns dos seus principais jogadores, casos de David Suazo, Pablo Aimar e José Antonio Reyes, responsáveis pela esmagadora parte do investimento que o Benfica fez para a presente temporada.

 
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